Eu esperava gostar desse livro porque pelo que ouvia falar era bem minha cara, mas não esperava curtir TANTO assim. Sério, eu preciso de recomendações de biografias de bandas pra ver se acaba com o gosto de quero mais que Daisy Jones & The Six deixou.

Ao contrário do que o título pode levar quem lê a concluir, Daisy e a banda The Six não são uma coisa só desde o começo. Ela tem inclusive uma origem bem diferentes da dos outros integrantes da banda, vindo de uma família rica de artistas. Já Billy Dunne, seu irmão Graham e os outros quatro vêm de famílias mais humildes comparadas com a de Daisy.
Eu amei os personagens desse livro, desde os mais chatos (oi, Eddie), até meus favoritos (Billy, Daisy e Camila). Eles parecem bem reais e me fizeram pensar em buscar a banda no Spotify mesmo sabendo que não encontraria nada por lá. Espero que com a adaptação vindo aí eles gravem as músicas porque por mais que a autora tenha posto as letras completas no final do livro eu tenho 0 capacidade de criar melodias.
O Billy e a Daisy particularmente muito reais porque gosto muito deles ao mesmo tempo em que quero dar uns tapas nos dois em vários momentos. Quem nunca sentiu isso quando alguém que a gente gosta faz alguma besteira não é mesmo?!
O momento em que fiquei com medo do livro ir ladeira abaixo foi quando percebi que se estava criando um tipo de triângulo amoroso, que você vê mas não vê chegando. Eu particularmente não gosto desse trope, mas a TJR fez de uma forma que a história não fica girando em torno de "com quem personagem X vai resolver ficar?" e ainda conseguiu não criar uma rivalidade entre as duas mulheres que estavam interessadas no mesmo cara. Pelo contrário, achei o relacionamento das duas muito interessante ainda mais considerando que elas pouco se encontram de fato. Me vi em vários momentos torcendo pra um trisal mesmo sabendo que pelas personalidades não rolaria, TJR você me paga.
O livro trata da questão do vício em drogas de uma forma que me agradou, porque não demonizou quem sofre com esse vício mas também não tratou essas pessoas de forma paternalista. Não tenho propriedade pra falar, mas me pareceu bem feitinho.
Resumindo: 5 estrelas, amei. Recomendo demais e vou catar biografias de bandas reais pra ler e poder ouvir as músicas depois sabendo do que levou à criação delas.
P.S.: mais do que nunca achando que vou amar Os Sete Maridos de Evelyn Hugo quando pegar pra ler.
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